Irmãos adultos que não se dão bem devem manter vínculos?

Escrito por Thais Souza.

 

Você que tem irmão já brigou com ele? E mesmo que você não tenha, já viu dois irmãos brigando? É natural isso acontecer. Afinal de contas, por mais que dividam a mesma casa, os mesmos pais, tenham recebido a mesma educação e oportunidades, são pessoas diferentes que nem sempre pensam e agem de maneira semelhante. É comum, desde pequenos, um irmão preferir um tipo de brincadeira que o outro não gosta, ou disputarem um lugar preferido no banco do carro, ou o colo da mãe ou a atenção do pai. E as discussões surgem.

No entanto, algumas desavenças se perpetuam, infelizmente. Há irmãos que, por causa de diferenças de temperamento, ou de favorecimento de um dos pais, ou de não aceitação da forma como o outro se comporta, ou por conflitos com a nova família do irmão (cunhada, cunhado, sobrinhos), permanecem distantes um do outro e quebram o vínculo fraterno.

As conseqüências deste afastamento podem ser: deixarem de freqüentar a casa um do outro, deixarem de ir a um local comum aonde vão se encontrar como, por exemplo, na casa dos pais, e deixarem até mesmo de se falar e saber sobre o outro.

Mas, pior do que este distanciamento físico é a mágoa que muitas vezes é alimentada entre os dois irmãos. Eles acabam se privando de um bom relacionamento com alguém com quem compartilhou grande parte da vida e que poderia ser, além de um irmão, um amigo. E a manutenção da mágoa faz com que a própria pessoa que a alimenta se corroa por dentro. Quando não estamos em paz com outra pessoa, é impossível sentir paz consigo mesmo. Carregar o ressentimento é o mesmo que carregar sentimentos desnecessários em excesso como a raiva, a indignação, a acusação, o sentimento de prepotência de que você é melhor do que o outro, e isso traz prejuízos emocionais e até mesmo físicos em médio prazo.

O que seria ideal diante de um relacionamento entre dois irmãos que não se dão bem? O afastamento definitivo? O fingimento de que nada aconteceu? O ideal é que ambos consigam aceitar as diferenças que existem entre eles, respeitar estas diferenças, entendendo que um não poderá mudar o outro e que a forma de um ser não necessariamente é pior do que a forma do outro, mas apenas diferente, e procurar prestar atenção no que é bom nesse irmão, no que os dois têm em comum, no que os fortalece e que, portanto, pode ser o que mantém o vínculo entre eles.

Se, por alguma razão, isto não for possível, seja pela decisão de um se manter distante e incomunicável, ou por um decidir não perdoar uma mágoa, ou mesmo por causa de comportamentos que podem ser até mesmo abusivos de um irmão para com o outro, ao menos é possível desenvolver uma convivência respeitosa, que significa tratar o outro com educação, com respeito, de forma diplomática, sem atacá-lo, depreciá-lo ou criticá-lo, e sem precisar expressar uma afetividade que não seria verdadeira.

Além disso, é importante que cada um avalie as suas próprias dificuldades no relacionamento para que também haja crescimento pessoal diante dessa dificuldade, em vez de apontar somente o erro do irmão e justificar as próprias atitudes. Quem sabe, até com esta autoanálise, a própria pessoa também não perceba alguma necessidade de mudança e que possa favorecer a reconstrução desse vínculo fraterno.

Thais Souza.

Consultas Online

Mar10 Demo Image

Thaís Souza

Psicóloga e Pós-Graduada em Psicologia Familiar. Consultas online autorizadas pelo Conselho Federal de Psicologia. Clique aqui para mais informações.

Mais Informações

Consultas Online

Agende sua Consulta!

Acesse aqui nosso formulário para agendar uma consulta.

Leia Mais

Thaís Souza

Psicóloga

Formada em Psicologia e Pós-Graduada em Aconselhamento Familiar.

Leia Mais

Valores

Encontre aqui detalhes sobre as consultas e os valores.

Leia Mais

Consulta Legal

Consultas autorizadas pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online.

Leia Mais